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domingo, 9 de novembro de 2008

América Proibida

América Proibida, será o próximo filme a ser exibido em mais uma edição do nosso cinefórum. Não pode faltar…

SINOPSE:
Nomeado para os Oscares, Edward Norton, tem um papel brilhante neste filme explosivo.
Depois de uma vida dedicada à violência, um homem vai ter que lutar contra os seus ideais para não colocar em prigo os seus laços.

Danny Vinyard (Edward Furlong) é um adolescente influenciado pelo irmão mais velho, Derek (Edward Norton), um skinhead repleto de ódio por todos os que são diferentes de si.
A aversão a outras raças dispara com a morte do pai. Ele inicia uma viagem ao mundo da violência que o vai levar à prisão. Nesse periodo de solidão Derek apercebe-se que pode ser um homem diferente. A sua única incerteza é se vai ser capaz de ajudar o seu irmão.

Derek Vinyard (Edward Norton) é um skinhead, um convicto neo-nazi respeitado pela comunidade que consegue reunir graças à sua capacidade oratória que os influencia através de uma filosofia de ódio e atitudes racistas contra os negros, judeus e hispânicos residentes nos E.U.A. Depois de assassinar dois indivíduos negros que tentavam assaltar-lhe o carro e a casa é preso, uma das cenas mais chocantes de todo filme é justamente a forma como mata um deles, sempre com um sorriso e os olhos lunáticos fixos no irmão mais novo que assiste a tudo, Danny (Edward Furlong, que se estreou em o Extreminador Implacável 2).
Passados três anos Derek é libertado. Nesse dia Danny é chamado pelo director do liceu por ter feito um trabalho sobre Mein Kampf de Hitler, no qual defendia as ideias racistas deste. Consciente de que Danny está a seguir as pisadas do irmão, que fora seu aluno, decide dar-lhe uma última oportunidade para não ser expulso do liceu. Propõe-lhe que faça um trabalho sobre as circunstâncias que levaram Derek a ser preso e a forma como isso o influenciou a ele. O título desse trabalho é o título do filme: American History X. É o olhar de Danny que nos conduz durante o filme.
Antes de mais gostaria de destacar não só o bom trabalho de Tony Kaye, não só realizador do filme, mas também director de fotografia e que nos apresenta uma alternância entre as cenas a preto e branco – em que Derek ascende a líder da organização neo-nazista, comete o crime que o leva à prisão, a sua vida na prisão, e as cenas a cores que giram em torno do seu drama em tentar tirar o irmão da organização.
Esperando poder livrar-se dos skinheads e da vida que levava, Derek (um homem mudado pelo sofrimento que passou na prisão, incluindo uma humilhante violação) descobre que isso não será fácil e luta desesperadamente para que o irmão não cometa os mesmos erros que ele. O filme relata também o impacto profundo do ódio que começa a destruir a família, descobrimos que não partiu só de Derek, mas do seu pai, bombeiro e um notório racista, que morreu baleado enquanto tentava apagar um incêndio num bairro habitado por negros.América Proibida, uma boa adaptação do título original para português, é de facto um filme que retrata de forma directa e tocante um outro lado da América em relação ao qual muitas pessoas preferem fechar os olhos, essa
América Proibida é a América dos conflitos raciais entre brancos e negros retratados ao longo do filme. A violência e o preconceito estão em todo o lado: no colégio de Danny, nos espaços públicos que as duas comunidades disputam, até na prisão onde Derek cumpriu pena: os reclusos eram de várias raças, especialmente negros, o que se torna amigo dele foi preso por roubar uma televisão!
Por outro lado, a adesão dos jovens às ideologias neo-nazistas é um factor a terem conta nos dias de hoje não só na América, como por exemplo no Brasil e nos países ricos da Europa. Não é portanto um facto isolado. Daí que discorde de alguma críticas que li e que diziam que este é apenas mais um filme nacionalista da indústria cinematográfica americana e que é o filme anti-nazista mais nazista dos últimos tempos. Este não é um filme perfeito, mas não é indiferente e sim realista e polémico que alerta para os factores que acima referi.O trágico final do final do filme também é criticado, embora eu não imaginasse outro, mas deixo isto ao critério de quem vir.

DATA E LOCAL:
29 de Novembro de 2008 às 22:00h
Auditório paroquial

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